Stella McCartney para C&A: considerações finais

Pra quem não soube, hoje (23/03) foi o lançamento da coleção da estilista Stella McCartney para C&A. Da Granja Viana ao Bourbon, tudo o que se via era uma corrida de “monas” e madames pra ver quem pegava mais peças em menos tempo. Tinha até gente com listinha do que levar, tipo supermercado mesmo (!!). Dizem que até tapa rolou, azar o meu que eu não cheguei a tempo pra fotografar.

Comercialmente, a C&A não poderia estar mais feliz: Stella McCartney consagrou o ex-patinho feio C&A como mais poderosa rede de fast-fashion do Brasil – até agora. A campanha de marketing envolvendo desde a inauguração da Concept Store Iguatemi até parcerias com Maria Bonita Extra e Amir Slama deixaram Renner, Riachuelo e Marisa comendo poeira – e as consumidoras no auge do juros da fatura do cartão de crédito.

Já pessoalmente, me desapontei com a coleção. Ok: é injusto não citar o bom-corte de algumas peças (não a maioria) e citar os tecidos nobres, como seda, presentes na coleção. E não citar a ótima atenção que a C&A deu aos detalhes, como cabide, sacola e embalagem personalizada seria desleixo de minha parte.

Mas é só. A “senhora” de Stella McCartney não precisava, necessariamente, ser sem curvas, usar comprimentos até o joelho e vestir vestidos saco-de-batata. Ela também não precisava de camisetas com estampas de cavalo e sweaters que viessem até o meio da coxa, achatando a silhueta. Faltou vivacidade, faltou o “sexy brasileiro” – sobrou caretice.

Eu, vestida de saco-de-batata de seda! woho! (Não dá pra perceber na foto, mas o vestido é largo na frente, tem comprimento até o joelho, deixa minhas coxas 5x maiores e não fica ajustadinho na cintura como deveria ser... e sim, era o meu número. E sim, o menor ficava a mesma coisa.)

Vejam bem: não estou pedindo por uma coleção pra minha faixa etária, cheia de tendências e afins: estou falando que esperava mais vivacidade, mais ousadia e uma coleção que não se restringisse tanto à um ambiente totalmente formal. Principalmente quando ela é feita por um estilista internacional, de grande renome e experiência.  Lhes garanto que, se eu quisesse clássicos, compraria em outro lugar, por um preço bem mais acessível e modelagem melhor – ou ate mesmo na própria c&a, pela linha Yéssica.

Minha peça favorita da coleção. Ou pelo menos, era: detalhe do cinto do trench coat que quebrou conforme eu ia colocá-lo! Não valeram meus 300 reais.

Voltando à minha manhã, eu seria rica se eu ganhasse uma moeda a cada compra por impulso. Gente que nem usa alfaiataria mas compra pra ficar “in”, compra porque é McCartney. Pra “galere” que comprou pelos motivos citados, parabéns: com tanta informação de moda que a internet joga na mão de vocês, vocês ainda sem estilo próprio e criatividade zero. Fashion victim é o que melhor se encaixa aqui.

E pros que acharam que eu tô só falando besteira, sugiro que dêem uma olhada pra Cris Barros pra Riachuelo: peças com ótimo custo-benefício, que atendem grande faixa da população, modernas e que eu mal vejo a hora de colocar minhas mãos e provar peça por peça – pra depois poder falar de modelagem e qualidade. Quer outro exemplo? Que tal Espaço Fashion pra C&A? Ótima coleção.

Quem sabe na próxima né, Stella? De McCartney aqui em casa, por enquanto, só camiseta do show e o cd/dvd de Sir Paul.

Bre

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